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Bordado por Rosângela Gualberto |
Era uma vez um menino chamado João, que vivia com sua mãe numa casinha
humilde, no meio da floresta. Eles eram muito pobres e mal tinham o que comer.
Mas as coisas nem sempre foram assim. Até o pai de João desaparecer
misteriosamente, eles eram ricos e não lhes faltava nada.
Por sorte, ainda possuíam uma vaca, que lhes dava um pouco de leite
todos os dias. Um dia, sem ter o que comer e nem leite para beber, pois a vaca
estava muito velha e havia parado de dar leite, a mãe de João mandou que ele
vendesse a vaca no mercado e com o dinheiro comprasse comida.
No meio do caminho, porém, João encontrou um homem que lhe ofereceu
alguns feijões mágicos em troca da vaca. João trocou na hora a vaca pelos
feijões. Quando chegou em casa, contou para a mãe o que havia feito e levou uma
bronca. A mãe, nervosa, jogou os grãos de feijão pela janela e eles foram
dormir sem comer nada.
No dia seguinte quando acordou, João viu que um enorme pé de feijão
havia nascido no quintal, ao lado da janela do seu quarto. Curioso como era,
João resolveu subir pelo pé de feijão, para ver onde ia dar.
Depois
de horas subindo, João chegou a um lugar estranho e viu um castelo enorme.
Entrou sem fazer barulho e descobriu que ali morava um gigante, que estava
dormindo e roncando muito alto.
João andou por ali e descobriu que o gigante tinha uma galinha mágica
que colocava ovos de ouro e muitas outras riquezas. Encontrou um grande saco de
pano e, sem perda de tempo, botou tudo o que pode no saco e desceu pelo pé de
feijão.
De volta à casa, João levou bronca da mãe. Ela ficou feliz com
tudo o que João havia trazido, mas ordenou que ele nunca mais subisse pelo pé
de feijão. João prometeu que nunca mais iria ao castelo do gigante. Alguns anos
se passaram e o pé de feijão continuava ali, firme. João um pouco mais
crescido, ainda sentia vontade de voltar ao castelo. Um dia, aproveitando-se da
distração da mãe, subiu o pé de feijão e tornou a entrar no castelo. Desta vez,
porém, o gigante estava acordado e logo percebeu a presença do menino.
João se escondeu em um canto enquanto o gigante, com passos pesados, caminhava
pelo castelo todo procurando por ele. De repente, João viu uma jaula, com um
homem preso dentro dela. Aproximou-se e reconheceu seu pai, que havia
desaparecido misteriosamente anos atrás. Contou-lhe que era seu filho e que
estava ali para salvá-lo e levá-lo de volta para casa. O homem ficou feliz, mas
advertiu João de que as chaves da jaula estavam em poder do gigante, e ele as
guardava dentro da camisa, para ninguém mexer.
O gigante não parava de andar pra lá e pra cá, à procura dele. Até que
ficou com fome, chamou a mulher e pediu uma enorme quantidade de comida. Comeu
até não poder mais e, por fim, adormeceu. João esperou a mulher sair e,
aproveitando-se do sono pesado do gigante, aproximou-se dele, abriu sua camisa
e já ia pegar as chaves quando a mulher apareceu e gritou.
O gigante acordou, mas não conseguiu achar João, que, por ser bem
pequeno havia conseguido se esconder rapidamente. A mulher e o gigante pensaram
que João havia fugido assustado e o gigante dormiu novamente.
João esperou um tempo e voltou a se aproximar do gigante. Dessa vez,
conseguiu pegar as chaves. Sem fazer barulho, foi até onde estava o pai e abriu
a jaula. Os dois se abraçaram emocionados. De repente, o gigante acordou e,
quando viu João e o pai abraçados, tentou agarrá-los. João pegou o pai pela
mão, pedindo que não tivesse medo, e correram para o pé de feijão.
Desceram apressados e, após muitas horas, chegaram em casa. A mãe de
João ficou muito feliz ao ver o marido depois de tantos anos mas, ainda assim,
deu outra bronca em João. Então, eles ouviram um barulho enorme, vindo do céu:
era o gigante descendo pelo pé de feijão, furioso, dizendo que iria se vingar
de todos. João pegou um machado e com golpes rápidos e certeiros cortou o pé de
feijão. O gigante caiu lá do alto e morreu na hora.
A partir desse dia, João e seus pais viveram muito felizes, pois agora
eram ricos novamente e nunca mais ia lhes faltar nada.
Baseado em “João e o pé de feijão”. Edição
Cor e Fantasia – Minuano
Bom dia! Cheguei aqui através da indicação da Lúcia do blog Cantinho de Luzcia. Estou gostando muito, esse calendário é simplesmente maravilhoso.
ResponderExcluirParabéns pelo post, teu blog é maravilhoso, a Lúcia indicou e vim correndo, super parabéns. Feliz 2012, querida.
ResponderExcluirObrigado Regina, Eva e a Lúcia, por postar e indicar! Fico feliz!
ResponderExcluirBjs
Ilka
PARABÉNS!
ResponderExcluirAmei a ideia de unir contos e bordados. É bem de acordo com o que acho de bordar=realizar sonhos.
Estou com um projeto de bordar minha cidade, Timóteo, fazendo seus pontos principais bordados e expor na semana do seu aniversário, em abril. E estou montando um calendário com partes menores dos desenhos, seguindo um modelo que adquiri na Feira Nacional de Artesanato, BH,das bordadeiras de Santa Cruz do Escalvado, MG.
Quero ter um dos seus.
Beijos, Iêda
Oi Ieda,
ResponderExcluirEnviei um e-mail pra vc hoje, 17/01/2012. Desculpe a demora pra te responder...
Obrigado e no seu aguardo!
ilka