Omulu ganha as pérolas de Iemanjá
Bordado por: Siomara Goulart
Mito africano e afro-americano
Desenho: Siomara Goulart
Contato: siomara.goulart@gmail.com
Fotografia, arte e produção: Henry Yu
Omulu foi
salvo por Iemanjá quando sua mãe, Nanã Burucu, ao vê-ló doente, coberto de chagas, purulento, abandonou-o numa gruta perto da praia.
Iemanjá recolheu Omulu e o lavou com a água do mar. O sal da água secou suas feridas.
Omulu tornou-se um homem vigoroso, mas ainda carregava as cicatrizes, as marcas feias da varíola.
Iemanjá confeccionou para ele uma roupa toda de ráfia. E com ela ele escondia as marcas de suas doenças.
Ele era um homem poderoso. Andava pelas aldeias e por onde passava deixava um rastro ora de cura, ora de saúde, ora de doença. Mas continuava sendo um homem pobre.
Iemanjá não se conformava com a pobreza do filho adotivo. Ela pensou: “Se eu dei a ele a cura, a saúde, não posso deixar que seja sempre um homem pobre”.
Ficou imaginando quais riquezas poderia dar a ele. Iemanjá era a dona da pesca, tinha os peixes, os polvos, os caranguejos, as conchas, os corais. Tudo aquilo que dava vida ao oceano pertencia a sua mãe, Olucum, e ela dera tudo a Iemanjá.
Iemanjá resolveu então ver suas jóias. Tinha algumas, mas enfeitava-se mesmo era com algas. Ela enfeitava-se com a água do mar, vestia-se de espuma. Ela adornava-se com o reflexo de Oxu, a Lua. Mas Iemanjá tinha uma grande riqueza e essa riqueza eram as pérolas, que as ostras fabricavam para ela.
Iemanjá, muito contente com a sua lembrança, chamou Omulu e lhe disse:
“De hoje em diante, és tu quem cuidas das pérolas do mar. Serás assim chamado de Jeholu, o Senhor das Pérolas “.
Por isso as pérolas pertencem a Omulu. Por baixo de sua roupa de ráfia, enfeitando seu corpo marcado de chagas, Omulu ostenta colares e mais colares de pérola, belíssimos colares.
Bibliografia: Mitos dos Orixás de Reginaldo Prandi
Curiosidades:
Ele usa
um Xaxará na mão , uma espécie de vassoura, com fios de palha e decorada com
pequenas cabaças, búzios.
Omulu e Obaluaê são os mesmos orixás. Data comemorativa: 16 de agosto.
Iemanjá recolheu Omulu e o lavou com a água do mar. O sal da água secou suas feridas.
Omulu tornou-se um homem vigoroso, mas ainda carregava as cicatrizes, as marcas feias da varíola.
Iemanjá confeccionou para ele uma roupa toda de ráfia. E com ela ele escondia as marcas de suas doenças.
Ele era um homem poderoso. Andava pelas aldeias e por onde passava deixava um rastro ora de cura, ora de saúde, ora de doença. Mas continuava sendo um homem pobre.
Iemanjá não se conformava com a pobreza do filho adotivo. Ela pensou: “Se eu dei a ele a cura, a saúde, não posso deixar que seja sempre um homem pobre”.
Ficou imaginando quais riquezas poderia dar a ele. Iemanjá era a dona da pesca, tinha os peixes, os polvos, os caranguejos, as conchas, os corais. Tudo aquilo que dava vida ao oceano pertencia a sua mãe, Olucum, e ela dera tudo a Iemanjá.
Iemanjá resolveu então ver suas jóias. Tinha algumas, mas enfeitava-se mesmo era com algas. Ela enfeitava-se com a água do mar, vestia-se de espuma. Ela adornava-se com o reflexo de Oxu, a Lua. Mas Iemanjá tinha uma grande riqueza e essa riqueza eram as pérolas, que as ostras fabricavam para ela.
Iemanjá, muito contente com a sua lembrança, chamou Omulu e lhe disse:
“De hoje em diante, és tu quem cuidas das pérolas do mar. Serás assim chamado de Jeholu, o Senhor das Pérolas “.
Por isso as pérolas pertencem a Omulu. Por baixo de sua roupa de ráfia, enfeitando seu corpo marcado de chagas, Omulu ostenta colares e mais colares de pérola, belíssimos colares.
Bibliografia: Mitos dos Orixás de Reginaldo Prandi
Omulu e Obaluaê são os mesmos orixás. Data comemorativa: 16 de agosto.
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