Bordado por: Eleonora de Fátima
Dornas de Andrade Folclore brasileiro Desenho: Murilo Pagani Assessoria em pintura: Carol Perillo Contato: eleonora.andrade@hotmail.com 55 (31) 99821.6887 Fotografia, arte e
produção: Henry Yu
Mãe Catirina e Pai
Francisco, um casal de escravizados, vive em uma fazenda no sertão. Grávida,
Catirina sente o desejo de comer a língua do boi mais bonito da fazenda. Para
satisfazer o desejo de sua mulher, Pai Francisco rouba o boi preferido do dono
da fazenda, mata o animal e retira a língua para que sua esposa possa comê-la.
O vaqueiro fica sabendo do roubo e da morte do boi e avisa seu patrão.
Enfurecido, o dono das terras jura vingança e parte em busca do casal. No fim
do auto, os personagens conseguem ressuscitar o boi, e, como agradecimento, o
dono da fazenda promove uma festa. O Bumba meu boi é uma
festa popular, com predominância nas regiões Norte e Nordeste, que teve origem
no folclore brasileiro. A festividade é Patrimônio Cultural Imaterial da
Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a
Cultura (Unesco).
O Bumba meu boi surgiu
na região Nordeste, no século XVIII, época em que o gado era de extrema
importância na economia local. O auto do boi retrata as diferentes visões sobre
o boi e a sua imponência. Para os escravizados e trabalhadores rurais, o animal
era companheiro de trabalho e sinônimo de força. Para os proprietários de
fazendas, investimento seguro e uma fonte de renda.
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