segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Pégaso - JULHO

 Pégaso


Bordado por: Amarilis Bracher
Lenda grega
Desenho: Amarilis Bracher
Contato: amarilisbracher@gmail.com
55 (31)98523.6215
Fotografia, arte e produção: Henry Yu


Amarilis Bracher

Pegasus, filho do amor impossível de Poseidon pela Medusa, nasceu envolto em um turbilhão de raios e trovões, no momento em que gotas do sangue da górgona, decapitada por Perseu, tocam a superfície da água.

Magnífico, todo branco, esse cavalo alado emerge da espuma que se forma nesse turbilhão sobre a água.

Seus cascos golpeiam as rochas do Monte Hélicon, perto do bosque consagrado às Musas, e uma fonte brota ali – a fonte Hipocrene, que se tornará um símbolo do espírito criador de poetas e artistas.

Tempos depois, Poseidon oferece Pegasus a seu filho Belerofonte, que consegue domá-lo com a ajuda de Atena.

E logo tem início toda uma saga de aventuras e desafios perigosos impostos ao herói, que são vencidos um a um, culminando com a destruição da terrível Quimera.

Ao deixar-se dominar pela vaidade e orgulho, Belerofonte torna-se tão arrogante, a ponto de querer voar alto em seu corcel alado para juntar-se aos deuses no Olimpo, provocando a fúria de Zeus, que faz com que Pegasus derrube o guerreiro, enviando vespas para picá-lo.

Atena vem em socorro do herói e amortece sua queda, impedindo que morra.

Complacente com Pegasus, Zeus permite que continue voando cada vez mais alto até alcançar as estrelas e transformar-se em uma constelação.

Tendo sobrevivido à queda, Belerofonte passa o resto de seus dias mendigando e procurando por seu corcel alado, sem saber que bastava olhar o céu para encontrá-lo entre as estrelas.

Depois de subir aos céus e se transformar em constelação, Pegasus recebe de Zeus a tarefa de conduzir o poder dos raios e trovões e as luzes da aurora.

Voando sem limites de espaço e tempo, Pegasus transforma-se também em símbolo de imortalidade e liberdade suprema. 

Omulu ganha as pérolas de Iemanjá - AGOSTO

 Omulu ganha as pérolas de Iemanjá


Bordado por: Siomara Goulart
Mito africano e afro-americano
Desenho: Siomara Goulart
Contato: siomara.goulart@gmail.com
Fotografia, arte e produção: Henry Yu


Omulu foi salvo por Iemanjá quando sua mãe, Nanã Burucu, ao vê-ló doente,  coberto de chagas, purulento, abandonou-o numa gruta perto da praia. 
Iemanjá recolheu Omulu e o lavou com a água do mar. O sal da água secou suas feridas. 
Omulu tornou-se um homem vigoroso, mas ainda carregava as cicatrizes, as marcas feias da varíola. 
Iemanjá confeccionou para ele uma roupa toda de ráfia. E com ela ele escondia as marcas de suas doenças. 
Ele era um homem poderoso. Andava pelas aldeias e por onde passava deixava um rastro ora de cura, ora de saúde, ora de doença. Mas continuava sendo um homem pobre. 
Iemanjá não se conformava com a pobreza do filho adotivo. Ela pensou: “Se eu dei a ele a cura, a saúde, não posso deixar que seja sempre um homem pobre”.
Ficou imaginando quais riquezas poderia dar a ele. Iemanjá era a dona da pesca, tinha os peixes, os polvos, os caranguejos, as conchas, os corais. Tudo aquilo que dava vida ao oceano pertencia a sua mãe, Olucum, e ela dera tudo a Iemanjá.
Iemanjá resolveu então ver suas jóias. Tinha algumas, mas enfeitava-se mesmo era com algas. Ela enfeitava-se com a água do mar, vestia-se de espuma. Ela adornava-se com o reflexo de Oxu, a Lua. Mas Iemanjá tinha uma grande riqueza e essa riqueza eram as pérolas, que as ostras fabricavam para ela. 
Iemanjá, muito contente com a sua lembrança, chamou Omulu e lhe disse: 
“De hoje em diante, és tu quem cuidas das pérolas do mar. Serás assim chamado de Jeholu, o Senhor das Pérolas “. 
Por isso as pérolas pertencem a Omulu. Por baixo de sua roupa de ráfia, enfeitando seu corpo marcado de chagas, Omulu ostenta colares e mais colares de pérola, belíssimos colares.   
Bibliografia: Mitos dos Orixás de Reginaldo Prandi 
 Curiosidades:  
Ele usa um Xaxará na mão , uma espécie de vassoura, com fios de palha e decorada com pequenas cabaças, búzios.
Omulu e Obaluaê são os mesmos orixás. Data comemorativa: 16 de agosto.

A Lenda do Búfalo Branco - SETEMBRO

 A Lenda do Búfalo Branco


Bordado por: Magda Pina
Lenda dos índios Lakota da América do Norte
Desenho: Murilo Pagani
Contato: magdapinaa@gmail.com
55 (31)99122.9056
Fotografia, arte e produção: Henry Yu


Conta uma profecia dos índios lakota que em algum momento regressará a nós a mulher do búfalo branco, uma mulher sábia portadora de magia que restaurará com seu poder a união entre todos os filhos da Mãe Terra e nosso equilíbrio com a natureza

Muito tempo atrás, durante um período de fome, guerras e desavenças entre os povos, dois jovens guerreiros lakota passeavam com seus cavalos magros buscando algo para caçar. De repente vislumbraram no horizonte uma figura feminina envolta em uma luz cálida, em uma bruma de fascinantes clarões de luz.

A mulher estava acompanhada de um búfalo branco. Era alta, esbelta e usava um vestido com bordados sagrados, uma pluma no cabelo e folhas de sálvia na mão. Era tão bonita que um dos jovens não hesitou em aproximar-se dela com o desejo de possuí-la. No entanto, e antes que pudesse sequer tocar sua pele, uma nuvem escura pairou sobre ele disparando um raio de fogo. Ficou carbonizado em poucos segundos. O outro jovem guerreiro se ajoelhou imediatamente, aterrorizado, pensando que teria a mesma sorte. No entanto, a bela mulher acariciou seu cabelo e falou que era uma wakan, uma mulher que tinha vindo para ajudar seu povo.

A mulher santa foi recebida com muita expectativa no povoado lakota. Prepararam-lhe a melhor tenda e, quando ela se acomodou, a manhã se transformou em crepúsculo e uma luz de cor âmbar com raios rosados envolveu aquelas terras. Apesar da fome e da miséria, os lakotas ofereceram o que tinham de melhor: algumas raízes, alguns insetos, ervas secas e água fresca.

E a mulher do búfalo branco lhes ofereceu tabaco de salgueiro vermelho e os convidou a fumar o cachimbo de paz. Depois os chamou para dar voltas ao redor das tendas para honrar o sol, criar um círculo de força com a vida e agradecer. Mais tarde, apresentou-lhes uma série de práticas espirituais, formas de reverenciar a natureza orando com palavras corretas e celebrando ritos ancestrais que o povoado lakota já tinha esquecido.

Ela os convidou a entoar cânticos para fazer a Terra feliz, melodias, versos e entoações que deviam ser dirigidas às quatro direções do universo. Lembrou também a importância de praticar a cerimônia do cachimbo da paz, onde homens e mulheres se reunem para honrar suas almas, o próprio grupo e sua união com o além.

Na hora que ela partiu surgiram do horizonte manadas de búfalos pretos. Eram tantos que fizeram o solo tremer debaixo de seus pés e que as montanhas ficaram escuras. Com a chegada desses animais, que representavam a sobrevivência, uma força nova começou a bombear. E a partir desse dia, o búfalo forneceu carne como alimento, pele para as roupas e tendas, e ossos para as ferramentas.

A mulher do búfalo branco se despediu dizendo que ela os protegeria enquanto realizassem as cerimônias sagradas e cuidassem da Terra. Ela os deixou dizendo: Toksha ake wacinyanktin ktelo (“eu os verei de novo”) e, até hoje, muitos Lakotas repetem essa mensagem de esperança.

https://ixma.org.br/a-lenda-da-mulher-bufalo-branco/


O Desejo da Bruxa - OUTUBRO

O Desejo da Bruxa 
Conto americano

Bordado por: Alda Andrade
Conto popular dos Estados Unidos
Desenho: Murilo Pagani
Contato: aldaluciad@gmail.com
55 (31)99993.1286
Fotografia, arte e produção: Henry Yu


Era uma vez uma bruxa que tinha um grande desejo: ela não queria mais ser bruxa, queria ser uma linda fada. 
Então ela pesquisou nos livros de bruxarias, atrás de uma poção mágica. Misturou bem todos os ingredientes, mas na hora de tomar o líquido que transformaria a sua vida, não conseguia se lembrar das palavras mágicas. 
Começou a experimentar todas que se lembrava:
“Pé de cabra, abracadabra!”
“Pó de pirlimpimpim, a bruxa chegou ao fim!”
“Pé de sapo, raio e corisco, eu não quero ser mais isto!”
“Em vez de uma bruxa feia e má, eu quero ser a fada melhor que há!” 
Nada acontecia e a bruxa começou a ficar furiosa. Resolveu então ir para seu quarto tirar uma soneca. E durante a soneca, sonhou com as palavrinhas mágicas: “Por favor.” 
Voltou para a sala, aqueceu a poção de novo, se serviu e falou:
“Em vez de uma bruxa feia e má, por favor, quero ser a fada melhor que há!”
Ouviu-se, então, uma enorme explosão!
E a bruxa feia e má se transformou numa linda fada!


Como a Via Láctea surgiu no céu - NOVEMBRO

 

Como a Via Láctea surgiu no céu


Bordado por: Marie-Thérèse Pfyffer
Conto da Lituânia
Desenho: Murilo Pagani
Fotografia, arte e produção: Henry Yu



Durante a Criação, Ilmatütar, filha do Tempo, recebeu a tarefa de cuidar dos pássaros e protegê-los. Ela acolhia as aves migratórias, as alimentava e lhes dava força para a longa viagem que os esperava. Todo o céu tinha ouvido falar de beleza de Ilmatütar e até as estrelas a cortejavam.
A Estrela da Tarde pediu a sua mão, mas Ilmatütar respondeu:
- Você não é o seu próprio mestre, apenas acompanha o Sol. Não serve para ser meu esposo.
A Estrela Polar chegou numa esplêndida carruagem puxada por sete alazões brilhantes, trazendo sete presentes. Mas Ilmatütar os recusou e disse:
- Você apenas permanece num único lugar determinado. Não quero uma vida assim.
A Lua chegou numa carruagem prateada puxada por doze belíssimos cavalos brancos, trazendo doze presentes. Mas Ilmatütar rejeitou tanto a Lua quanto os seus presentes:
- Você muda demais o tempo inteiro. Não posso confiar em você.
Tempos depois uma carruagem dourada chegou puxada por vinte e quatro raposas douradas, trazendo o Sol e vinte quatro presentes. Mas Ilmatütar igualmente os recusou:
- Todo dia você segue o mesmo caminho. Não quero ser a sua esposa.
Um dia chegou uma carruagem de diamantes puxada por mil cavalos trazendo o Senhor da Aurora Boreal. Seus servos levavam ouro, prata e diamantes. Ele resplandecia tanto que ofuscava. Ilmatütar inclinou-se e falou:
- Você é o seu próprio dono, atravessa o céu como quer e descansa quando lhe dá vontade, sempre aparece com roupas novas e novos companheiros. Você é o esposo certo para mim.
Celebraram o noivado e sentiram-se felizes juntos. Depois de meia-noite, o Senhor da Aurora Boreal pôs-se a caminho na sua esplêndida carruagem e disse para a sua noiva:
- Logo voltarei. Enfeite-se com meus presentes e prepare o casamento.
E assim fez Ilmatütar.
Ela esperou e esperou. Dias e noites se passaram. Quando o inverno passou, Ilmatütar já tinha perdido a esperança do que o Senhor da Aurora Boreal voltasse. Derramada em lágrimas, perdida no seu desespero, ela não viu a primavera a sua volta e nem se lembrou de cuidar dos pássaros, não os alimentou mais e nem lhes mostrou mais o caminho. Alguns deles voaram até o Criador para relatar o sofrimento de Ilmatütar.
Finalmente, o Criador se compadeceu deles e de Ilmatütar. Enviou seus mensageiros, os ventos, que alçaram Ilmatütar cuidadosamente e a deitaram na abóbada do céu. Para que ela não caísse na Terra, o Criador prendeu o véu da noiva no arco do céu, usando os inúmeros diamantes presenteados pelo Senhor da Aurora Boreal.
Ilmatütar percebeu que algo tinha mudado ao seu redor. Abriu os olhos, seu coração foi confortado e assim, voltou a cuidar dos seus protegidos. Até hoje, é ela quem dirige o voo das aves migratórias. O inverno chega trazendo felicidade porque o Senhor da Aurora Boreal vem visitar a sua noiva. Eles festejam o reencontro e renovam sempre os seus votos de fidelidade, embora não possam nunca se casar porque Ilmatütar está presa no céu. Seu véu ondula de uma ponta do céu à outra e inúmeros diamantes cintilam nele, como estrelas. Podemos vê-los até hoje e os conhecemos como Via Láctea.
Conto da Estônia
Märchen von Sone, Mond und Sternen. Fischer 2014.

Kafka e a Boneca Viajante - DEZEMBRO

Kafka e a Boneca Viajante 

Bordado por: Rosângela P. M. Gualberto
Autor: Jordi Sierra i Fabra
Desenho: Murilo Pagani
Contato: rosangelagualberto@uol.com.br
55 (31)98772.8302
Fotografia, arte e produção: Henry Yu


Kafka estava passeando pelo parque Steglitz em Berlim, quando deparou-se com uma garota que chorava desconsolada por sua boneca perdida. Kafka escreveu cartas para a pequena menina, em nome da boneca perdida que agora viajava pelo mundo.

E Kafka deu outra boneca para a garota, que protestou porque não era a mesma. Mas Kafka explicou, que quando as pessoas viajam pelo mundo, elas mudam.


sábado, 25 de novembro de 2023

CALENDÁRIO 2024

Somos 12 bordadeiras, que se dedicam a bordar cada uma, um mês um conto, uma estória, uma lenda! 
Com as linhas traçando a magia dos contos, damos formas a essa mágica viagem!

Um grande sucesso para presentear com um toque de magia, contos, pontos e panos! 
Faça seu pedido com as bordadeiras abaixo. 
Os contatos estão em cada mês com as respectivas bordadeiras!













Icambiaba – guerreira amazônida - JANEIRO

 Janeiro: Icambiaba – guerreira amazônida

Bordado por: Regina Celi de Deus Vieira Cavalcanti Silva 

Autor: Frei Gaspar de Carvajal

Desenho: Carlos Madeira

Contato: reginacelicavalcanti@gmail.com

55 (31) 99953.8711

Fotografia, arte e produção: Henry Yu




Icambiaba – guerreira amazônida


Pelo Tratado de Tordesilhas assinado entre Espanha e Portugal antes da descoberta do Brasil, a região amazônica deveria pertencer á Espanha.

Em 1542, Frei Gaspar Carvajal, escrivão da frota espanhola da Expedição de Francisco Orellana, que partiu do Equador descendo o rio Napo encontrando-se com o rio Ucayali, no Brasil, Solimões, sentido oeste/leste da nascente a foz no oceano Atlântico. Ao navegar por vários dias no enorme rio brasileiro de que ele chamou de Mar Dulce (mar de águas doce), foram atacados por mulheres guerreiras – usavam bem suas armas e eram tenazes no combate. Tinham um seio mutilado, sugerindo um constante manuseio do arco e flecha, fortalecendo elementos para a confirmação do mito antigo das amazonas inspirado na mitologia grega: “Amazon” ou sem seios. Nomeando-as de Amazonas. E o grande rio foi batizado como Rio das Amazonas.

Carvajal contou que o ataque foi na região do rio Nhamundá (divisa do estado do Amazonas com o Pará), no lago Espelho da Lua, viviam um grupo de mulheres guerreiras Icambiabas (mulheres sem homens). Eram altas, robustas e de cabelos longos. Andavam nuas e sempre com arcos e flechas nas mãos. Trabalhavam na caça, na pesca, na cerâmica e enfeites com plumas.

Neste lago, em noites de lua cheia, recebiam visitas de homens de tribos vizinhas para a procriação. Os nascidos do sexo masculino eram entregues aos pais. As meninas ficavam com elas, criando-as com os mesmos costumes de guerreira. Mergulhavam no fundo do lago, traziam um punhado de barro limoso que modelavam artefatos em forma de batráquios – sapos e rãs conhecidos como muiraquitãs e aos quais atribuíam virtudes de amuletos com perfurações para dar passagens aos fios que os sustentavam e provavelmente usados como adornos.

Desde os tempos das Grandes Navegações a Amazônia tem representado uma combinação de fascínios e aventuras.  Historiadores não dão conta de suas múltiplas dimensões, não conseguem esgotá-las. Retrataram de forma variada mesclando relatos pessoais, fatos históricos, estórias e lendas. Não existe portanto, uma narrativa definitiva sobre o tema.

Referencias Bibliográficas:

Marques Horta, Carlos Felipe de Melo - O grande livro do folclore – Editora Leitura – 2004 – Belo Horizonte – MG;

Aguillar, Nelson – Mostra do Redescobrimento – 500 anos do Brasil – 2000 - Fundação Bienal de São Paulo – SP

Bueno, Eduardo – Brasil: uma história – a incrível saga de um país – Editora Ática – 2ª Edição – 2.003 - SP.

A Travessia do Mar Vermelho - FEVEREIRO

Fevereiro: A Travessia do Mar Vermelho

Bordado por: Eleonora de Fátima Dornas de Andrade

Narrativa bíblica

Desenho: Murilo Pagani

Assessoria em pintura: Carol Perillo

Contato: eleonora.andrade@hotmail.com

55 (31) 99821.6887 

Fotografia, arte e produção: Henry Yu

 


A Travessia do Mar Vermelho

 


A Travessia do Mar Vermelho ou Mar de Juncos constitui um episódio na narrativa bíblica do Êxodo.

Ele fala sobre a fuga dos israelitas, liderados por Moisés, dos perseguidores egípcios, conforme narrado no livro do Êxodo.

 

Após as pragas do Egito, o Faraó concorda em deixar os israelitas irem, e eles viajam de Ramessés a Sucote e depois a Etã na orla do deserto, liderados por uma coluna de nuvem durante o dia e uma coluna de fogo à noite.

Lá, Deus diz a Moisés para voltar e acampar à beira-mar em Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, bem em frente a Baal-Zefom.

Deus fez com que o Faraó perseguisse os israelitas com carros, e o Faraó os alcançou em Pi-hairote. Quando os israelitas veem o exército egípcio, eles ficam com medo, mas a coluna de fogo e a nuvem separam os israelitas e os egípcios.

Por ordem de Deus, Moisés estendeu seu cajado sobre a água e, durante a noite, um forte vento leste dividiu o mar, e os israelitas atravessaram em terra seca com uma parede de água de cada lado. Os egípcios os perseguiram, mas ao amanhecer Deus obstruiu as rodas das carruagens e os lançou em pânico, e com o retorno da água, o faraó e todo o seu exército foram destruídos.  Quando os israelitas viram o poder de Deus, eles colocaram sua fé em Deus e em Moisés, e cantaram uma canção de louvor ao Senhor pela travessia do mar e a destruição de seus inimigos. (Esta canção está em Êxodo 15, e é chamada de Canção do Mar).

As Crônicas de Narnia – O Armário, a Bruxa e o Leão - MARÇO

Março: As Crônicas de Narnia – O Armário, a Bruxa e o Leão

Bordado por: Débora Magnólia

Autor: C. S. Lewis

Desenho: Grazielle Magnólia 

Contato: magnolia4652@gmail.com

55 (31) 99972.7583

Fotografia, arte e produção: Henry Yu

 

 


 

As Crônicas de Narnia – O Armário, a Bruxa e o Leão

 

O romance narra a história de quatro crianças: Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia Pevensie que, através de um antigo e misterioso guarda-roupa, chegam ao mundo de Nárnia, um exuberante país que enfrenta um terrível e prolongado inverno, imposto pela falsa rainha do país, a Feiticeira Branca. Com a ajuda do grande e poderoso leão Aslam, os irmãos Pevensie devem derrotar à terrível feiticeira e trazer a paz de volta à Nárnia e a todos seus habitantes.

 

Wikipédia

O Rouxinol e a Rosa - ABRIL

Abril: O Rouxinol e a Rosa

Bordado por: Isabelle Marie Reinesch Souza

Autor: Oscar Wilde

Desenho: Isabelle Marie Reinesch Souza

Contato: isabelle.rsch@hotmail.com

Fotografia, arte e produção: Henry Yu

 

 


 

O Rouxinol e a Rosa


Um jovem estudante, apaixonado pela filha de seu professor, quis convidá-la para o baile. A moça fez como condição que ele pegasse uma rosa vermelha, mas no jardim do jovem não havia essa flor e ele ficou triste.


O rouxinol, ouvindo-o chorar, quis ajudá-lo e foi pedir uma rosa vermelha para a roseira debaixo da janela do jovem. A roseira explicou que o inverno já havia congelado suas veias; tinha sim um jeito de conseguir, mas o rouxinol ia ter que criar a rosa de música ao luar, furando seu peito num espinho e tingindo-a com o próprio sangue. Ele concordou em fazer esse sacrifício e cantou sem parar a noite toda, até cair morto. E a tão desejada rosa vermelha desabrochou.

De manhã, quando olhou pela janela, o jovem encontrou a linda rosa, colheu-a, e correu para a casa do professor.  Mas a moça tinha feito outros planos, preferindo um moço rico que podia dar-lhe presentes melhores. O estudante ficou com raiva e jogou a rosa na sarjeta. Voltou para seus livros de filosofia, querendo esquecer essa coisa tola que é o amor.

 

A Lenda de Chico Rei - MAIO

Maio: A Lenda de Chico Rei

Bordado por: Silvânia Maria Carvalho de Araújo

Tradição oral de Minas Gerais

Desenho: Murilo Pagani

Contato: silvaniamar@gmail.com

Fotografia, arte e produção: Henry Yu

 

 


 A Lenda de Chico Rei

Conto de Tradição oral mineira.


Em meados do século XVIII, Chico Rei, também chamado de Calanga, rei do Gongo, na África, foi capturado em combate, escravizado e trazido para o Brasil. Galanga e seu filho sobreviveram a viagem e foram vendidos para uma fazenda em Vila Rica, Minas Gerais. Ele foi batizado com nome de Francisco, recebendo o apelido de Chico.

Homem trabalhador, disciplinado, digno, não se revoltou, mas focou na bateia em busca de pepitas de ouro para comprar sua liberdade. Com muita obstinação, juntou dinheiro para comprar sua carta de alforria. Primeiro comprou a liberdade de seu filho que, por sua vez, trabalhou para comprar a do Pai.

Juntos, trabalharam duro para comprar a liberdade dos escravos que pertenciam a mesma nação africana que eles. Esse movimento aumentava a cada escravo alforriado. Com seu povo liberto, Chico tornou-se rei de sua gente em terras mineiras. Surgia uma cidade dentro de Vila Rica, a cidade de Chico Rei organizada com justiça e competência. Contam as lendas que Chico Rei, tornou-se um homem rico, o único a possuir uma mina de ouro, comprada de seu antigo patrão. Mina abandonada que tornou-se rentável nas mãos de Chico e seu grupo.

Chico Rei tinha na fé um alicerce, construindo a igreja de Nossa Senhora do Rosário e comemorando as datas religiosas com procissões seguidas por sua família e seu povo. Na saída da missa, o grupo cantava e dançava cantando músicas africanas. A partir dessas comemorações surgiram as congadas, que persistem até os dias atuais.

A lenda de Chico Rei reforça a força do povo africano nas terras brasileiras.

A Santa Ceia - JUNHO

Junho: A Santa Ceia

Bordado por: Malu Furtado Rocha

Narrativa bíblica

Desenho: Murilo Pagani

Assessoria em pintura: Nara Hauck

Contato: maluvieirarocha@gmail.com

Fotografia, arte e produção: Henry Yu

 

 

A Santa Ceia

 

A Santa Ceia é uma celebração cristã, religiosa, que aconteceu uma noite antes da crucificação de Jesus Cristo, quando este reuniu seus discípulos para um jantar. Durante a ceia Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu aos seus discípulos, dizendo: "Tomem e comam; isto é o meu corpo". Em seguida tomou o cálice, deu graças e o ofereceu aos discípulos, dizendo: "Bebam dele todos vocês. Isto é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para perdão de pecados”. Ele quis celebrar conosco sua eterna presença viva no meio de nós e até hoje, na eucaristia, lembramos do seu sacrifício na cruz. Ela está descrita na Biblia em Mateus 26:26-28.

O Castelo Animado - JULHO

 Julho: O Castelo Animado

Bordado por: Fernanda de Almeida Amaral

Autor: Diana Wynne Jones

Desenho: Catarina Churakova

Contato: faamaral@gmail.com

Fotografia, arte e produção: Henry Yu

 

 


O Castelo Animado

“Howl`s Moving Castle – Diana Wynne Jones”

 

Esta é a história de Sophie, a filha mais velha da família Hatter, é bonita e bondosa, mas não se enxerga assim. Após a morte do pai, assume a loja de chapéus e vai tocando o negócio, ajudando sua família.

Certa noite, Sophie recebe a visita de uma estranha cliente, era a Bruxa das Terras Desoladas, mas Sophie só percebe isso quando a bruxa lança um feitiço sobre ela e a transforma em uma feia velhinha de 90 anos.

Sophie não se importa tanto com a transformação, afinal, já se achava velha, feia e inútil, portanto, seu exterior agora combinava com seu sentimento. Contudo, estava determinada a evitar que suas irmãs a vissem assim e foge de casa para se isolar nas montanhas em volta da cidade, local onde o castelo do perigoso Mago Howl fica perambulando. Este mago é conhecido por devorar o coração das moças do povoado, mas não se apaixona por nenhuma delas.

Ao cair da noite, com frio, Sophie vê que sua única chance de sobreviver é entrar no castelo. Era um Castelo Animado, que caminhava sobre montanhas e rios e rodeado por muito mistério.

Ali, encontra Michael Fisher, o aprendiz do mago e Calcifer, o demônio do fogo que vive na lareira. Calcifer imediatamente percebe que Sophie está sob um forte encantamento e ambos fazem um acordo: se Sophie desfizer o pacto que o une a Howl ele quebraria a maldição da Bruxa. O problema é que Calcifer não pode dar os detalhes do encantamento, Sophie tem que adivinhar através de algumas dicas. E será a partir daí que Sophie irá passar a viver no castelo para tentar aprender a desfazer o feitiço posto em Calcifer.

À medida que vai vivendo no castelo e conhecendo o mago Howl, Calcifer e Michael, mais Sophie entende que, na verdade, a realidade vai além do que se vê – e percebe que é possível, sim, encontrar humanidade e compaixão dentro de cada um. O mago Howl é um homem bondoso e generoso, mas que esconde um segredo.

Howl conta à Sophie que vem tentando tirar o feitiço dela, mas toda vez que ele pensa ter conseguido, o feitiço volta. Sophie também tem mágica, tudo o que ela fala se torna realidade, assim, toda vez que ela fala que é velha, feia e inútil, acaba se enfeitiçando novamente.

Enquanto lidam com o dia a dia do castelo e tentam descobrir maneiras de se livrarem do feitiço, os habitantes do castelo começam a se conquistar. Sophie descobre que Calcifer é uma estrela cadente que Howl juntou ao seu coração, por magia.

Descobre também, que a Bruxa das Terras Desoladas a transformou em uma velhinha por ciúmes, e por querer encontrar e roubar o coração do mago.

Com a magia de Sophie, que dá vida às suas palavras, ela consegue separar Calcifer do coração de Howl e devolvê-lo ao peito do mago, que, enfim, pode se apaixonar novamente e viver com Sophie feliz, no castelo que animado que anda pelas montanhas.

Esta é uma história sobre autoconhecimento e magia. Sophie se desmerece tanto que vê com naturalidade seus fracassos. E Howl é o completo oposto de Sophie, que por ambição perdeu seu coração... até que encontra Sophie.

Ambos falam que desejam passar o resto da vida juntos e como a fala tem poder no livro, imagino que foi assim que aconteceu.

A Lenda do Boitatá - AGOSTO

Agosto: A Lenda do Boitatá

Bordado por: Siomara Goulart

Folclore brasileiro

Desenho: Maurizio Manzo

Contato: siomara.goulart@gmail.com

Fotografia, arte e produção: Henry Yu

  


 

A Lenda do Boitatá

 


A origem desta lenda é indígena, da tradição tupi-guarani. O padre jesuíta José de Anchieta foi o primeiro a fazer o relato dela. O religioso teve contato direto com os índios que habitavam o Brasil na época da colonização. Segundo seu relato datado em 31 de maio

de 1560, os indígenas lhe relataram sobre um fantasma chamado Mbai-tatá, que significa “coisa de fogo”. É a junção de duas palavras da língua tupi: Mbai ou Mbói que quer dizer “coisa”, e tatá que significa “fogo”.

A Lenda do Boitatá está presente em nosso folclore. Fala de uma cobra de fogo que expele chamas perseguindo homens que destroem as florestas e os campos, sobretudo por meio de incêndios criminosos. É um personagem que defende a natureza contra os predadores.

Reza a lenda que há muito tempo, houve uma noite muito escura, fria, sem estrelas, sem vento que parecia não ter fim. Não havia barulho algum, os bichos da floresta estavam todos quietos, tudo era um grande silêncio. Os seres humanos passando fome e frio, pois não podiam cortar lenhas para seus braseiros. Era uma profunda escuridão, e nesta noite sem fim, começou um temporal, passaram-se os dias, e a chuva não cessava, inundando tudo e muitos animais acabaram morrendo afogados. Tudo parecia perdido, até que um dia a serpente despertou do seu sono profundo.

De repente abriu seus olhos e foi rastejando, faminta em direção aos animais que foram mortos pela inundação, comendo os olhos deles que reluziam muito por causa da luz que eles enxergaram no último dia de vida, assim ela incorporou todos os olhos desses animais e seu corpo foi tomado por labaredas de fogo, como uma grande chama. A serpente tinha se transformado num grande ser flamejante, o Boitatá. E por onde passava, seu rastro dissipava a escuridão. Logo o sol começou a nascer novamente, iluminando toda a mata. Assim, as plantas voltaram a desabrochar, e todos os seres comemoraram o retorno da luz do dia.

Como toda lenda, há varias versões e todas descrevem o Boitatá como o protetor da natureza. As variações são de acordo com a região onde ela é contada. Um denominador comum, independente da versão, é a associação ao fogo, tanto que a lenda do Boitatá é uma forma de explicar o fogo-fátuo que é combustão instantânea de gases de matéria orgânica em decomposição que se movimenta como o corpo de uma serpente. Um monstro flamejante.

Cuidado, ao encontrar um Boitatá. A pessoa deve permanecer estática, fechar os olhos e prender a respiração, para não correr o risco de ficar cego, louco ou até morrer.

 

Consultas : sohistória.com.br / portalamazonia.com /educamaisbrasil.com.br /

mundoeducacao.uol.com.br / todamateria.com.br

A Lenda do Girassol - SETEMBRO

 Setembro: A Lenda do Girassol

Bordado por: Magda Pina

Mito grego

Desenho: Murilo Pagani

Contato: magdapinaa@gmail.com

55 (31) 99122.9056

Fotografia, arte e produção: Henry Yu

  


Apolo e a Lenda do Girassol

 

 

Apolo, o mais belo de todos os deuses do Olimpo, decididamente nunca teve muita sorte com as mulheres que amou. Ele era jovem, atraente, dono de um porte elegante e de uma voz encantadora, mas parecia não ter muito sucesso com as eleitas de seu coração. Algumas literalmente fugiram dele: a ninfa Castália correu o quanto pôde até transformar-se numa fonte cristalina e inspiradora, no Monte Parnaso, onde está correndo até hoje; a bela Dafne, que Apolo também perseguiu, implorou aos deuses que a transformassem num frondoso loureiro, antes que ele a alcançasse.

 

Outras não recorreram à velocidade das pernas, mas usaram outros meios, igualmente eloquentes, para que Apolo entendesse que ele não as possuiria. Coronis ofendeu-o ao trocá-lo por Ísquis, um simples mortal que morava na Arcádia. Cassandra, princesa de Tróia, enganou-o com promessas até que ele lhe desse o desejado dom da profecia; então, como costumavam fazer as maldosas mulheres daquela época remota, dispensou-o com um sorriso e mandou-o contar navios. Marpessa, disputada por Apolo e por Idas, príncipe da Messênia, foi ainda mais clara: quando Zeus a mandou escolher entre os dois, ela preferiu o mortal. "Apolo não me serve como parceiro", disse ela. "Para um deus, o tempo não passa; para os humanos, porém, cada hora deixa a vida mais curta".

 

Destino bem diferente foi o de Clítia, ninfa das águas, uma das filhas de Tétis e do Oceano. Desprezada por Apolo, com quem teve um breve romance, viu-se tomada de tal paixão que perdeu a vontade de viver. Com o semblante transtornado e os cabelos em desalinho, afastou-se do convívio alegre das outras ninfas e foi sentar na terra nua, no lugar mais solitário da campina. Ali, no raiar de cada manhã, ela esperava que Apolo apontasse no horizonte, dirigindo o carro do Sol, e dali mesmo ela seguia sua luminosa trajetória no azul do firmamento, até que o manto da Noite viesse cobrir o Universo.

 

Ovídio, que nos conta essa triste história, diz que por nove dias e noites ela ficou assim, imóvel, sem sentir fome nem sede, nutrida apenas pelo orvalho e pelas lágrimas que derramava - quando então os deuses, por piedade, transformaram-na no girassol, que até hoje acompanha nos céus a passagem de seu amado. Tinha sido ingênua o bastante para crer naquele amor impossível entre ela, que vivia na planície, e Apolo, que brilhava entre os astros. As outras, porém, bem gregas na sua prudência, resistiram ao fascínio do deus, por intuírem, decerto, que por trás de toda aquela luz espreitava a mesma atração pela morte que arrasta a borboleta em sua louca paixão pela chama.